segunda-feira, 29 de outubro de 2018

OS BLOCOS ECONÔMICOS E O EMPREGO: O CASO DAS MAQUILADORAS (9ºs ANOS)

Já faz algum tempo que iniciamos uma análise sobre os principais blocos econômicos do mundo. Entre outros fatores, estudamos a existência de algumas indústrias localizadas em território mexicano, mas que são, na verdade, filiais de empresas estadunidenses. Essas empresas, denominadas maquiladoras, compram peças de suas matrizes, montam um determinado produto e reexportam esse produto para o país-sede. Obviamente, essas grandes empresas se beneficiam da mão-de-obra barata do México, assim como dos baixos impostos e das leis ambientais pouco rigorosas. Com o acordo de Livre Comércio formado pelo NAFTA, as vantagens se tornaram ainda maiores para as empresas dos Estados Unidos, uma vez que as tarifas alfandegárias foram eliminadas ou reduzidas.
É importante que você tenha anotadas algumas informações sobre as maquiladoras. A seguir, você encontra um pequeno texto e um mapa, localizando o México e os Estados Unidos. Clique em "continue lendo" para acessar. 



 Os blocos econômicos e o emprego: o caso das maquiladoras 

Ao analisar os efeitos de um bloco econômico, os especialistas geralmente apontam como consequência positiva o aumento das exportações e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos países envolvidos. Quando o tema do emprego entra em discussão, os defensores dos blocos econômicos argumentam que eles intensificam o comércio internacional dos países e, consequentemente, aumentam a oferta de emprego, apontando como exemplo os Estados Unidos, o Japão e os Tigres Asiáticos que comercializam muito e têm as menores taxas de desemprego do mundo. Sociólogos e economistas avaliam os efeitos do Nafta para os trabalhadores, destacando o papel das empresas mexicanas conhecidas como maquiladoras.
Alguns analistas afirmam que o aumento do número de empregos de baixos salários é positivo, pois representa a entrada da população de baixa renda no mercado de trabalho.
Mas alguns estudos revelam que os salários reais da maioria dos trabalhadores mexicanos, ao invés de crescer para os níveis dos salários dos norte-americanos, como efeito esperado do Nafta, estão mais baixos do que antes do acordo de livre comércio entrar em vigor. "A desigualdade entre Estados Unidos e México é extremamente grande: enquanto o salário médio nas maquiladoras é de US$ 4,5 por dia (uma jornada de 9 horas), nos Estados Unidos, é possível ganhar US$ 5 por hora, ou seja, 10 vezes mais", reforçam as pesquisadoras Graça Druck e Tânia Franco, do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).  


Maquiladoras - são empresas que importam peças e componentes de suas matrizes estrangeiras para que os produtos (como carros, computadores, aparelhos de som) sejam manufaturados (montados) - em geral, por trabalhadores que ganham um salário inferior ao daqueles que trabalham nas matrizes - para depois exportar o produto final para o país de origem da empresa ou para outros países em que o produto seja competitivo. Elas existem no México desde 1965, mas ganharam um impulso com a eliminação das alíquotas de importação a partir do Nafta, implantado no começo de 1994, e no final daquele ano já somavam mais de 2 mil empresas, que a princípio se instalaram na fronteira com os Estados Unidos, mas depois se espalharam por todo o território mexicano. Em 1998, o Decreto para a Fomentação e Operação da Indústria Maquiladora serviu de novo impulso, e já são mais de 3 mil empresas do gênero instaladas no México. As maquiladoras são na maioria dos setores de eletroeletrônicos (Cânon, Casio, Kodak, Ericsson, Hewlett Packard, IBM, Motorola, General Eletric, Philips, Samsung, Sanyo, Sony) e automotivo (BMW, Ford, General Motors, Honda).

7 comentários:

Letícia Yumi disse...

Eu acho que agora com os conhecimentos dos blocos econômicos, fica mais fácil saber o que são as maquiladoras.
Um exemplo de um bloco econômico é o NAFTA e que possuem as maquiladoras, quando acontecem essas "trocas", os dos países que fazem isso é o Estados Unidos e México.

Prof. Armando S. Neto disse...

Pois é, Letícia! E, obviamente, quem ganha mais com isso são os estados Unidos! Valeu pela participação (ou pelas participações, já que você postou 10 comentários iguais, rsrsrs). Até a próxima!

fernando bosco 8 f disse...

o sor deixa eu ver se eu entendi as maquiladoras são as empresas que importam algum tipo de material manufaturado para outro pais e esse outro pais fabrica o produto e manda de novo para o pais que mandou?

abraços fernando bosco 8 °f

Prof. Armando S. Neto disse...

Uma pequena (mas importante) correção, Fernando: se eu vendo para outro país, eu estou EXPORTANDO e não importando! Portanto, as empresas EXPORTAM peças para suas filiais de outros países (que são as maquiladoras); as maquiladoras montam o produtos e reenviam para o país-sede. É isso mesmo que você disse, só é necessário corrigir o importar pelo exportar. Abração!!!

Nicole Defillo disse...

Sor no texto diz que o PIB é uma consequencia dos países envolvidos no bloco economico, mas porque ele é uam consequencia?

Prof. Armando S. Neto disse...

OI Nicole! O que o texto diz é que, com a formação dos blocos econômicos, a consequência é o aumento do PIB. Isso ocorre por que, com o aumento das exportações para os países do bloco, é preciso produzir mais, aumentando o PIB. Bem, é isso. Qualquer dúvida escreva, ok?

Duda Silva disse...

Não tive dúvidas, porquê este texto está bastante resumindo perto dos outros que li. Parabéns para os professores! 👏👏👏😊